Os Efeitos do Vício no Corpo e no Cérebro

Os Efeitos do Vício no Corpo e no Cérebro

Quando se fala de drogadicção poucas pessoas sabem os resultados dos efeitos do vício no corpo e no cérebro. O uso abusivo de substâncias psicoativas independente de licitude, implica diretamente no ritmo circadiano do dependente químico e além do mais, na maneira como os compostos químicos resultantes do sistema de recompensa do cérebro atuam. Então, o Grupo Reabilitação traz um artigo de extrema relevância para nossos leitores. Começaremos com uma indagação : Você já parou para pensar os efeitos que as drogas e os vícios têm sobre o organismo?

O quanto as drogas têm poder para conosco? Onde as mesmas atuam e quais a sensações trazem? O que leva uma pessoa a trocar a vida por um prazer momentâneo que, ao longo do seu processo de uso, pode ser altamente letal e perigoso? São estes tipos de perguntas que foram feitas antigamente quando começaram os estudos sobre a questão das drogas e do vício. Se temos o conhecimento atual sobre as substâncias e sua atuação no corpo humano, foi justamente esses estudos antepassados que foram precursores da identificação dos distúrbios da mente.

O Grupo Reabilitação traz esse artigo para você que é dependente químico e quer ajuda. Familiar que precisa de apoio para entender o porque seu ente querido está se afundando nas drogas e o porque essa doença da dependência química é algo lento entretanto fatal. Uma doença tão importante que cada vez mais é divulgada a necessidade de tratamento em instituições preparadas esse tipo de comorbidade.

 

Uma Predisposição

Muitas pessoas que são hipertensas e foram diagnosticadas com hipertensão, normalmente estão em estágio de hipertensão ou por uma dieta rica em sódio e consequentemente sedentária ou por uma predisposição genética. Afinal, muitos de nossos problemas de saúde podem ser passados para nós em nossos genes como a própria hipertensão, diabetes, periodontite, problemas de tireoide, predisposição à carcinomas, esquizofrenia, bipolaridade, e não ficando de fora também a dependência química.

Sim, exatamente, ter a tendência de se viciar em algo pode ser por genética. Muitas das mães que são viciadas em crack, e que fazem o uso da substância durante o período gestacional, passam para seus filhos a genética do vício. Além de ser algo extremamente perigoso, podendo causar problemas de gestação no feto, a criança fruto de pais dependentes chega a ter abstinência da substância mesmo quando recém-nascido. Isso quando, ao passar dos anos, começa a ter contato com a substância de maneira precoce em relação à outras crianças. (clique no link para baixar o artigo Scielo)

Ou seja, usar substâncias psicoativas mesmo que independente de licitude, que alterem a percepção da realidade pode ser perigoso justamente por não se conhecer a carga genética e ainda mais sobre se há ou não uma predisposição ao uso recorrente. Além do mais, existem substâncias estimulantes como crack e cocaína que tem alto teor e potencialidade de vício.

 

Um problema Químico

Tanto o álcool como medicamentos também são substâncias que atuam nos efeitos do vício no corpo e no cérebro. Essas substâncias, apesar de infelizmente serem legalizadas e de fácil acesso, influenciam veementemente nas vidas de pessoas que sofrem de sua dependência. O alcoolismo e a farmacodependência são famosas por terem efeitos sedativos. Entretanto o álcool apesar de sedativo ao final, têm como efeito estimulante no início, todavia em grande quantidade acaba por gerar os efeitos blackouts e também pode levar à coma alcoólico.

Atuação desses medicamentos e do álcool dentro do organismo estão ligados à uma parte do cérebro que realiza os trabalhos involuntários do organismo. O bulbo cerebral é uma região do cérebro que atua principalmente em manter o indivíduo vivo, mesmo que desligado. Ele é responsável por regular a pressão arterial, a respiração e os batimentos cardíacos. E por isso a periculosidade de overdose de medicamento e de abuso do álcool em geral.

Já nas drogas estimulantes seus efeitos do vício no corpo e no cérebro estão ligadas à uma área particular, o córtex pré-frontal. É denominada uma área que resulta na produção de hormônios como a adrenalina, dopamina, serotonina e outros que estão ligados ao sistema de recompensa do cérebro. Ou seja, quando se usam essas drogas estimulantes, a pessoa tem uma explosão na produção desses hormônios, o que acarreta numa sensação de prazer momentânea indescritível. O maior problema resultante dessas drogas é o alto teor de reincidência no uso da substância. A pessoa fica querendo sentir mais e mais prazer durante um período cada vez maior de tempo aumentando as doses. O que pode, ao final desse looping de uso, gerar a tão famosa overdose.

 

A Solução

A solução é simples, consiste em entender que os efeitos do vício no corpo e no cérebro são danosos e ponto final. Independentemente de que ponto o dependente chegue, seja na rua, cadeia ou em uma instituição os danos físicos e psicológicos são os mesmos em todos os sentidos. A dependência química é uma doença séria e que se não tratada pode além de gerar outras comorbidades, levar à óbito. E além do mais, devido aos processos evolutivos da sociedade atual, está cada vez mais comum ouvir falar em uso de substâncias psicoativas como meio de fuga dos problemas oriundos do trabalho e da vida.

Entretanto existe um meio simples, o de querer mudar essa história. Um meio que envolve aceitar que se é doente e buscar meios de realizar o tratamento. A aceitação sempre é o primeiro passo a ser dado, independentemente de como se procederá o tratamento. Aceitar que é doente é um meio de recorrer à ajuda tanto de familiares quanto de amigos que sirvam de ombro amigo para buscar a orientação necessária para dar início ao tratamento.

Além do mais, não marginalize e nem tema as instituições que realizam o tratamento da dependência química e de outras comorbidades agregadas. Pense que elas são um assistencialismo total e que se manter no uso, pode ter efeitos do vício no corpo e no cérebro danosos a tal ponto, de serem processos irreversíveis. Primeiramente ame a si mesmo, valorize você, aceita sua doença e imponha limites. Ao final pense que tudo ficará bem.

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